Dizem os entendidos que um profissional que consegue ser empático com as pessoas tem uma chance maior de sucesso, isso porque ao respeitar os outros, se torna admirado e respeitado simultaneamente. Segundo o dicionário, a palavra “empatia” significa: "A capacidade psicológica para se identificar com o ‘eu’ do outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas”. "Ato de se colocar no lugar do outro".
“Seria bom que as pessoas refletissem um pouco sobre suas atitudes, seja na sua vida pessoal ou profissional. Em como se está lidando com as pessoas ao redor, se as atitudes estão sendo justas ou cruéis. As pessoas deveriam se colocar no lugar umas das outras e avaliar com sinceridade suas atitudes e ver se o modo com que se está tratando o outro é o mesmo com que gostaria de ser tratado”, afirma a psicóloga Leila Spekla.
A gestora de pessoas, Juliana Cardena, afirma que essa palavra, empatia, quando colocada em prática pode tornar as pessoas melhores e mais bem vistas pelos outros, além de proporcionar um crescimento profissional e pessoal sem tamanho. “Mas colocar isso em prática não é fácil. Muitas vezes agimos por impulso sem sequer pensar que podemos prejudicar pessoas profissionalmente ou na vida pessoal, e isso simplesmente pelo fato de que não temos simpatia por ela. Fazemos acusações, denunciamos, implicamos e em nenhum momento paramos para analisar o sofrimento que estamos causando”, afirma Juliana.
A psicóloga Leila Spekla afirma ainda que é no local de trabalho, principalmente, que as pessoas vivenciam situações que podem exigir um bom desempenho em empatia: “É mais fácil criticar alguém negativamente, do que colocar-se em seu lugar, quando há necessidade de chamar a atenção dessa pessoa”, diz.
Leila afirma que é importante diferenciar empatia de simpatia ou antipatia. “A empatia não é lógica ou racional, é algo natural, que se desenvolve com o ser humano. Seu funcionamento é automático, como sentimentos que afloram de acordo com a situação. Entretanto, assim como aprendemos a desenvolver a comunicação, espírito de liderança, trabalho em equipe, a empatia pode ser desenvolvida com treinamento, persistência e força de vontade”, continua a psicóloga.
A gestora de pessoas Juliana concorda com a psicóloga e acrescenta que cada pessoa deve aprender isso por si só. “Aprender e respeitar as situações, pessoas, reações, enfim: aprender o que realmente acrescenta conhecimento e crescimento, deixando de lado hierarquia, etnia, classe social ou situação acadêmica.
Para Juliana, um profissional que consegue ser empático com as pessoas tem uma chance maior de sucesso: “Ao respeitar os outros, um profissional se torna admirado e respeitado em troca. É por isso que quando realizo treinamentos tento fazer as pessoas refletirem um pouco sobre suas últimas atitudes, seja na sua vida pessoal ou profissional. Em como elas estão lidando com as pessoas ao seu redor, se estão sendo justas ou cruéis”.
Tanto a psicóloga, quanto a gestora acreditam que quando uma pessoa se coloca no lugar das pessoas com quem convive e avalia com sinceridade se gostaria de ser tratada da mesma maneira com que trata os outros, ela estará dando o primeiro passo para agir com mais empatia, o que será melhor, profissionalmente e pessoalmente.
Fonte: Revista Você S/A